Refutando mitos

Embora exista uma grande quantidade de pesquisa psicológica sobre a “desinformação”, não há resumo da literatura que ofereça orientações práticas sobre as formas mais eficazes de reduzir a influência dos mitos. Segue abaixo pequenas orientações para qualquer profissional.

Como se diz numa auditoria: atenha-se aos fatos (em inglês Stick to the facts). Podemos aplicar também para os mitos.

Acabar com os mitos é uma tarefa difícil. A menos que você preste muita atenção, qualquer
esforço para expor uma desinformação, uma informação errada ou um mito pode, inadvertidamente, reforçar o próprio mito que você visa corrigir. Para evitar estes “efeitos de tiro pela culatra”, como se diz em inglês “Overkill Backfire Effect”, uma refutação eficaz exige 3 elementos principais. Primeiro, a refutação deve focar nos fatos centrais, em vez do mito, para evitar que a informação errada reforce o próprio mito e se torne uma verdade familiar. Em segundo lugar, qualquer referência a um mito deve ser precedida de um aviso explícito para permitir que o leitor entenda que a informação que segue é falsa (misinformation ou fake information em inglês). Por último, a refutação deve incluir uma explicação alternativa dando conta das características importantes encontrados nas informações erradas originais.

Então como enfrentar esses “mitos”, que atualmente estão infestando as plataformas da internet que as pessoas chamam erroneamente de “redes sociais”. Segue abaixo.

Reunindo várias “cabeças” uma efetiva desmistificação requer:

1 – Os principais fatos. Uma refutação deve enfatizar os fatos, não o mito. Apresente apenas os fatos principais para evitar o efeito “tiro pela culatra” – Overkill Backfire ou “a reação exagerada”;

2 – Aviso explícito. Antes de fazer qualquer menção do mito, um texto, um quadro ou qualquer arte visual deve informá-lo ao leitor que a informação que segue é falsa;

3 – Explicação alternativa. Qualquer falha ou “gap” deixada pela ação de desmistificação deve ser preenchida. Isto pode ser feito elaborando uma explicação alternativa causal do “porquê” a informação do mito é falsa, ou porquê a informação está errada que fizeram com o que os fraudadores tenham inicialmente apoiado o mito;

4 – Gráficos. Conhecem a história de que “entendeu ou quer que eu desenhe?” Então é isso. Apresente gráficos com os principais fatos.

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Sobre Biotopos

Biólogo, auditor de sistemas de gestão certificados (ISO 14001, ISO 9001, OHSAS 18001, NBR 14789 - CERFLOR, NBR 14790 - CERFLOR CoC, FSC CoC e MSC-ASC CoC). Mestre em produção-ecologia aquática (UFBA, 1993), especialista em tecnologia ambiental em industrias florestais (Suécia, 1996), pós-graduação em Gestão Empresarial e Responsabilidade Social (IBPEX, 2007), Coach e Mentor (Sistema ISOR) e Terapeuta Transpessoal, com abordagem transdisciplinar. Estudioso de Biologia Cultural (Maturana e X. Dávila), Psicologia e Ecologia Integral (K. Wilber - AQAL) e das disciplinas das ciências da complexidade (E. Morin). Proprietário da empresa de consultoria em gestão ambiental e sustentabilidade - Biotopos.
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