O planejamento do tempo de transição para as versões 2015 da ISO 9001 e ISO 14001.

Poderá haver um colapso na programação de auditorias de certificação nessas novas normas?

Atenção empresas com certificados ISO 9001:2008 e ISO 14001:2004! Já se foram 15 meses desde a publicação oficial das novas normas versão 2015. Faltam 20 meses para caducar o processo de transição.

As novas normas de gestão da qualidade ISO 9001: 2015 e de gestão ambiental ISO 14001: 2015 foram publicadas em 15 de setembro de 2015. Já se sabem que o prazo de transição dos sistemas finaliza em 15 de setembro de 2018. As auditorias de transição podem ser feitas a qualquer momento, em qualquer tipo de auditoria como auditorias de manutenção, auditorias de recertificação e auditorias especiais com renovação do certificado, de acordo com as determinações da IAF no Guia de Planejamento de Transição ( IAF Resolution in Transition Planning Guidance).

De acordo com as informações que venho obtendo na plataforma LinkedIn, no grupo do IRCA (International Register of Certificated Auditors), existe a preocupação de como está a tendência até o momento acerca desse processo de transição. Foi realizado um levantamento com empresas do mercado com certificações que completaram o processo de transição para as novas normas versão 2015 e outras que ainda não fizeram o planejamento dessas mudanças. Nesse levantamento, observou-se que muitas organizações atrasaram o planejamento de transição em função das seguintes razões:

– Falta de confiança em ser os pioneiros ou falta de confiança na adaptação precoce, com medo de falhas graves (não conformidades maiores) nas auditorias;

– Falta de informações de referências  de auditorias bem sucedidas em empresas do mercado que realizaram essas transições e informações de auditorias já realizadas pelos organismos certificadores (OC – organizamos certificador ou CB – Certification Bodies);

– Equipe de gestores reclama de falta de tempo para gerenciar a documentação e atualização para a transição;

– Preocupação com o prolongamento da crise econômica e insistente recessão no futuro, e sua consequente dúvida se irá manter ou não a certificação nesse quadro de incerteza;

– Incertezas com relação à disponibilidade das equipes, principalmente se estão conscientes e bem treinadas ou mesmo se são competentes para cumprir toda a transição sem riscos de não conformidades maiores;

– Preocupação com o tempo de gestão da alta direção e treinamento do pessoal para cumprir as especificações das novas versões da ISO 9001:2015 e ISO 14001:2015;

O que percebo aqui (uma interpretação minha como auditor líder dessas normas), é que as empresas estão “empurrando” o máximo para a frente na meta de realizar essas transições, devido ao fator “crise econômica” e incertezas estratégicas, como mercado, requisitos legais e outros regulamentos, conformidades de produtos, comportamento do consumidor, incertezas políticas, sociais, ambientais, etc.

As organizações de uma forma geral não poderão fugir desses novos cenários de negócios. É inegável que existem mudanças que deverão ser encaradas na realidade. Quanto mais cedo as organizações iniciarem o planejamento do processo de transição melhor, pois de qualquer forma terão que se adaptarem para a certificação ISO 9001 ou 14001 nas novas versões. Dessa forma, a pressão na gestão da empresa e nos colegas de trabalho seria menor, reduzindo a tensão entre eles.  Percebo que as informações acima mencionadas podem levar as empresas a uma situação indesejada para o ano 2018 e fazer tudo “nos últimos minutos” poderá haver um colapso de programação de auditorias de certificação entre toda a cadeia de certificação, implicando prejuízos para os organismos acreditadores, organizações certificadoras e empresas certificadas de uma forma geral. O planejamento do tempo é fundamental para um processo de transição sem sobressaltos. Lembrem-se, restam apenas 20 meses para caducar o período de transição.

Luiz Quaglia – 06/01/2016.

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Sobre Biotopos

Biólogo, auditor de sistemas de gestão certificados (ISO 14001, ISO 9001, OHSAS 18001, NBR 14789 - CERFLOR, NBR 14790 - CERFLOR CoC, FSC CoC e MSC-ASC CoC). Mestre em produção-ecologia aquática (UFBA, 1993), especialista em tecnologia ambiental em industrias florestais (Suécia, 1996), pós-graduação em Gestão Empresarial e Responsabilidade Social (IBPEX, 2007), Coach e Mentor (Sistema ISOR) e Terapeuta Transpessoal, com abordagem transdisciplinar. Estudioso de Biologia Cultural (Maturana e X. Dávila), Psicologia e Ecologia Integral (K. Wilber - AQAL) e das disciplinas das ciências da complexidade (E. Morin). Proprietário da empresa de consultoria em gestão ambiental e sustentabilidade - Biotopos.
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